“ Is like Dirty Harry has never left”. É a imprensa está certa sobre isso.
Tenho que confessar que sempre fui fã do Clint Eastwood, acho os westerns foda, e adoro os filmes de guerra e sem duvidas Dirty Harry. Mas de uns tempos pra cá estava meio cansado, por que tudo que via com ele ou com a direção dele, era meio bolo. Tipo formula pré fabricada pra ganhar Oscar.
Não me crucifiquem ainda, acho que million dollar baby e Mistic River são filmes muito bons. Mas eles são iguais, é o drama onde acontece uma atrocidade e fica aquele embate moral de fazer ou não fazer algo que vai mudar a vida de varias pessoas. O cartas de Iwo Jima e Flags of our fathers é uma forma bacana de ver uma mesma historia por dois lados, achei um projeto fantástico, mas sinceramente esperava mais dos dois filmes. Acho que por gostar muito de segunda guerra mundial, esperava mais que só drama. Apesar de achar coerente e marcante, tudo que é passado pelos filmes.
Gran Torino, é tradicional, é sacado e inesperado e o melhor o Mr. Eastwood não quer fazer papel de ridículo e bancar o Rambo. Sem falar que tem um Gran Torino 72 que é simplesmente lindo.
O filme é bem dirigido.A historia é boa. E as atuações são boas. Ou seja todos os elementos necessários para o bom entretenimento estão lá. E é muito divertido ver um velho de 80 e tantos anos bancar o Dirty Harry. O que automaticamente me faz lembrar do meu avô que a uns anos atrás enquanto ainda andava no turbo por causa da bebida, vivia cismado que podia bater em qualquer um e que topava qualquer parada. Ele chegou ao extremo de dar tiros na direção do pé de goiaba no quintal de casa por que tinha um garoto roubando goiaba lá. Sem falar que avançou em um dos namorados da minha tia numa festa de família e perdi as contas de quantas vezes ele mandou gente ir embora lá de casa e chamou a família inteira de puta e ladrão.
Agora isso é bem engraçado. Ele não bebe mais e anda calmo feito um gatinho. Mas me faz pensar se isso vai acontecer comigo também, se eu de alguma forma vou fazer papel de ridículo. Acho que sim, isso faz parte. Afinal tenho que dar a chance de alguém falar de mim o que estou falando dele. É o famoso “what goes around, comes around”.
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