segunda-feira, 16 de março de 2009

Max Payne


Tá aí um filme legal se você tiver a fim de ver bastante tiro e ação sem ligar muito pro roteiro e tudo o mais. Sua fotografia é toda baseada no uso forte do contraste e na pequena presença de cores, sendo o filme em alguns momentos quase preto e branco. Mas isso não te lembra nada não? Bem, o poster a seguir vai dar a resposta.




Aaahh!! Sin City. Filme revolucionário na estética. Tanto os enquadramentos quanto a fotografia seguiam a HQ original do Frank Miller. Essa fotografia foi repetida em 300, também baseado em uma HQ do Frank Miller. Quer dizer, até aí tudo bem, por que a estética adotada era a do desenhista, apesar dos temas serem distintos, dos tipos de personagens serem completamente diferentes e assim por diante. A questão é que esta estética "milleriana" funcionou tanto que quase virou padrão. Eu entendo o uso do contraste sombra-luz pra reforçar a dualidade das personagens, afinal isso não é novidade nenhuma, no cinema - falo dos filmes expressionistas da década de 1920-30 e, principalmente, dos filmes noir da década de 1940 - contudo reforços estilísticos sempre estiveram à disposição de uma temática, no caso dos filmes noir era pra destacar a dualidade do anti-herói, dividido entre o mundo em que vivia e o submundo em que atuava, seu lado "mocinho" contra seu lado "bandido" e assim por diante. Max Payne, assim como Sin City, trabalha esta temática, apesar de que bem superficialmente, por isso entendo o uso da estética "milleriana", mas também há muitos filmes recém lançados, com a mesma estética, apenas por que esta tem apelo junto ao público-alvo. Então agora é esperar pra ver, pois talvez seja o nascimento de um novo gênero, talvez seja a aurora do "neo-noir", mas por enquanto é apenas moda.

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